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sábado, novembro 13, 2010

Paul McCartney provoca catarse no show em Porto Alegre




Porto Alegre só falava em Paul McCartney, e ele fez por merecer o frenesi que tomou conta da cidade. Na noite deste domingo (07), num estádio Beira-Rio completamente lotado, no primeiro show da viagem pela América Latina, o ex-beatle realizou o sonho de muitas gerações sem mostrar muita novidade, seguindo à risca o roteiro de toda a turnê atual, a “Up and Coming Tour”. Não que isso seja um demérito – ao longo de três horas, Paul fez rir, chorar, pular, cantar, dançar, gritar. Muitos verbos para uma pessoa só, e uma pequena amostra do poder que ele tem nas mãos. McCartney fez, e é, história.
Créditos: Marcos Tomazzoni.

domingo, março 07, 2010

Será que alguém poderia entender que o meu cansaço é mental?

Do báu do meu computador direto para o blog, depois de uma limpeza.

28/04/09
Não gosto de trabalhar com excesso de cobranças, falta de comunicação e brincadeiras de mau-gosto. Já fazia tempo que não ia mais na minha psiquiatra. Onde eu estava trabalhando não tinha nada pra fazer e às vezes me incomodava o fato de ter que cumprir horário e não fazer nada, mas depois eu pensei: querem que eu ganhe o meu salário sem fazer nada? Então vou aproveitar para ler e estudar. Pelo menos não estou vendo a cara deles!
Eu não tenho laudo. Pelo menos, não tinha. Hoje saberei o que a psiquiatra vai me falar.
O trabalho em si, quando eu tenho, não me cansa. O que me cansa é trabalhar com excesso de cobranças, falta de comunicação e brincadeiras de mau-gosto. A falta de respeito e as personalidades mutantes, depois que "viram chefes", me incomodam. Elas acham que porque têm um cargo superior, têm que mudar de personalidade e se tornarem déspotas, quando na verdade, no meu entender, os chefes teriam que ter o dom da empatia. Uma equipe tem de sentir-se segura para trabalhar melhor. Nós não estamos num quartel militar.

Parece que meu nível de estresse ficou muito alto ou foi o medo de ficar acuada que me levou a ter insônia. Nem eu mesma sei, ainda.
Trabalhar com o preconceito é muito difícil para mim, mas ao mesmo tempo, tenho vontade de dizer a elas que é muito mais fácil aceitar uma avaliação delas do que a minha avaliação. Porque a avaliação delas implicaria em baixar alguns pontos, que me cortariam uns 10 reais no salário. A minha, baixaria muitos pontos por ter feito uma escolha errada, trazendo-me consequências negativas e condição de vida deplorável.

Se eu fosse me avaliar no trabalho, diria que estou fazendo algo a contragosto. Não nasci pra fazer esse trabalho que faço. Eu gosto de outras coisas. Por isso a minha análise pessoal seria mais severa. Eu fiz escolhas erradas na vida e agora estou recebendo a cobrança, muito alta, em detrimento do meu estado de ânimo, idade e por morar longe da família.
É isso que me faz ficar em desequilibrio constante: perceber que fiz escolhas erradas, mas não poder fazer a escolha certa, nesse momento. Parece que é tarde demais. E é...
O feriado pode descansar um pouco o meu corpo cansado pela insônia, mas sinto que meu cansaço é mental.
Não tenho mais condições para ficar em ambientes de trabalho onde tem muito barulho. Fico muito irritada!
Nunca gostei de fazer trabalhos em grupo, porque as pessoas não pensavam e copiavam tudo das enciclopédias e conversavam besteiras em vez de se concentrar no que tinham que fazer.
Quando eu fazia tudo sozinha, lia, resumia e ainda dava a minha opinião. Ainda sou assim, só que agora fico irritada, porque deixam tudo para a última hora. Eu gosto de fazer as coisas no mesmo dia que pedem e de entregar o meu trabalho antes do prazo!
Isso, pra não me estressar! Eu fujo do estresse, mas no trabalho, ele sempre me pega, porque dependo da boa vontade das colegas. Elas enchem linguiça e eu sou mais prática. Trabalhar sozinha é muito melhor!

domingo, outubro 12, 2008

A mulher do meu irmão


A Mulher do Meu Irmão mostra a história de Zoe (Bárbara Mori), casada com Ignácio (Christian Meier) e infeliz com sua vida, principalmente sexual. Apesar das frustrações, ela sonha em ter um filho, mas seu marido é estéril.
Após dez anos tentando superar a vida metódica e a ausência de Ignácio, Zoe começa a conversar e se aproximar de seu cunhado Gonzalo (Manolo Cardona) que, além de ser o oposto de seu irmão, costuma viver todos os prazeres da vida sem medir as conseqüências, nem se apegar a ninguém. A protagonista reluta muito em se entregar, mas acaba vivendo um caso com seu cunhado e encontra nele o que jamais teve com seu marido Ignácio.
No novo relacionamento, Zoe sente-se realizada, mas não é tão simples assim. Um fato inesperado muda o que seria um final feliz e faz com que surpreendentes segredos venham à tona.
A Mulher do Meu Irmão é uma trama repleta de sentimentos, traições, hipocrisia e desejo. O filme libera emoções guardadas no íntimo de cada ser humano, em alguns mais reprimidas do que em outros.
Em vez dos dramas escrachados e exagerados, encontramos uma interpretação mais introspectiva, fazendo o espectador – com a ajuda de enquadramentos fechados – aproximar-se dos personagens e sentir cada emoção deles.
Um filme reflexivo para ser visto mais de uma vez e em cada momento romper um preconceito diferente.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Equilibrium


Nos primeiros anos do século XXI aconteceu a 3ª Guerra Mundial. Aqueles que sobreviveram sabiam que a humanidade jamais poderia sobreviver a uma 4ª guerra e que a natureza volátil dos humanos não podia mais ser exposta. Então uma ramificação da lei foi criada, o Clero Grammaton, cuja única tarefa é procurar e erradicar a real fonte de crueldade entre os humanos: a capacidade de sentir, pois há a crença de que as emoções foram culpadas pelos fracassos das sociedades do passado. Desta forma existe um estado tolitário, a Libria, que é comandado pelo "Pai" (Sean Pertwee), que só aparece através de telões. Foi decretado que os cidadãos devem tomar diariamente Prozium, uma droga que nivela o nível emocional. As formas de expressão criativa estão contra a lei, sendo que ao violar qualquer regulamento a não-obediência é punida com a pena de morte. John Preston (Christian Bale) é um Grammaton, um oficial da elite da lei, que caça e pune os "ofensores", além de ter poder para mandar destruir qualquer obra de arte. Um dia, acidentalmente, Preston não toma o Prozia. Pela primeira vez ele sente emoções e começa a fazer questionamentos sobre a ordem dominante.


Excelente filme! Não é ficção, mas a realidade, que foi exposta nas telas, de maneira inteligente.
Equilibrium nos dá a dimensão de como começou a anestesia humana massificada, através das mentiras proferidas pela Igreja Católica, a pioneira dos massacres cometidos em nome da fé.
De lá até o século XXI, poucas pessoas têm questionado a respeito dessa crença que pune, viola direitos e oprime.
O mundo está repleto de pessoas robotizadas, que olham e não vêem, que ouvem e não questionam; pessoas condenadas a sobreviver na grande farsa!

Vale a pena conferir, agora com outros olhos: os olhos do seu interior-aquele que tudo sabe; que não se deixa manipular, que sente e tem o direito de viver sem as anestesias de um passado remoto, morto e enterrado.